domingo, 5 de abril de 2026

Prove do seu veneno

Um sentimento de "prove do seu veneno" se aproxima. Quando passamos a um grau de consciência mais lúcido, começamos um movimento interessante de perceber em tempo real as nossas faltas e projeções. Uma coisa mais ou menos como cair em câmera lenta, se observando no ato. É algo novo se perceber tão nitidamente e se oportunizar a não ação. Ao " Calma. O que está acontecendo aqui?"
E ficar numas de quase cessar a respiração pra não quebrar mais nada, não se externar de mais nenhuma maneira, ao menos não naquele momento! 
Rotineiramente somos engolidos e engolimos o tempo com atos que não necessariamente são o que parecem, mas dão notícias de outras coisas. Que coisas? 
Acolher-se, em silêncio, pra acessar um pouco mais. Quase quando acordamos de um sonho. É! É isso mesmo! Quando despertamos durante um episódio onírico somos tanto mais capazes em acessá-lo quanto conseguirmos ficar imóveis, sentindo. Apenas sentindo. 
Provar do próprio veneno é se dar a oportunidade de - sem medo - sorvê-lo, devagar, e dominar a arte de selecionar onde o inoculamos. 

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